Riscos de Trombose em Viagem | Meias Express O que acontece se sofrer uma trombose? Por que razão as viagens longas podem ser perigosas para as veias?
Como posso evitar que isso aconteça? A que devo prestar atenção?

Riscos de Trombose em Viagem

Publicado: 12/12/2017

O que acontece se sofrer uma trombose? Por que razão as viagens longas podem ser perigosas para as veias?
Como posso evitar que isso aconteça? A que devo prestar atenção?


Risco de Trombose em Viagem

Férias em família na praia, férias de aventura nas Montanhas ou mesmo Viagem à Negocios... Muitas pessoas anseiam pelas tão esperada férias, durante todo o ano. Mal podem esperar para fugir da rotina diária, para se divertirem.

Hoje em dia, uma em cada três pessoas viaja de avião quando sai de férias, e o número aumenta a cada dia. Mas o receio também tem aumentado: cada vez mais se fala em casos fatais de trombose, especialmente em voos de longo curso. A época das férias tornou-se a época da trombose – e os peritos sabem disso.

Bem Vindo ao Guia Completo da TROMBOSE DO VIAJANTE!

O que acontece se sofrer uma trombose? Por que razão as viagens longas podem ser perigosas para as veias?
Como posso evitar que isso aconteça? A que devo prestar atenção?

Em vez de espalhar o pânico, as nossas orientações pretendem dar respostas factuais e competentes às suas perguntas, ajudando, ao mesmo tempo, a livrar-se de incertezas.

“Estávamos ansiosos pelas férias! Mas assim que nos sentamos no avião para o nosso destino, as minhas pernas começaram a inchar e a doer. Mal consegui desfrutar dos primeiros dias de férias. Por outro lado, a minha mulher usou meias de viagem medicinais durante a viagem e não teve quaisquer dores.”

“Li um artigo num jornal sobre uma mulher jovem que morreu devido a trombose do viajante, num voo de longo curso. Como posso evitar que isso aconteça?”

O que deve saber sobre a trombose

São vários os fatores que podem provocar que um coágulo sanguíneo, ou trombo, se forme na parede de uma veia.

O trombo consiste em plaquetas sanguíneas (trombócitos) que se aglomeram. Este processo acontece muito frequentemente no organismo, mas geralmente o coágulo sanguíneo volta a ser dissolvido pelo próprio organismo. Para isso, o organismo recorre a certas enzimas. Em algumas pessoas, o equilíbrio entre a coagulação sanguínea e a inibição da coagulação pode ser afetado em determinadas situações. Se, em resultado de novos depósitos de trombócitos, o coágulo crescer até bloquear completamente uma veia, os médicos chamam isso de “trombose”.

Primeiros sinais de uma trombose

Quanto mais cedo atuar, melhor. Por essa razão, deverá consultar um especialista (flebologista) assim que ocorrerem os primeiros sintomas. Indicações de uma trombose são:

¥ Dor contínua na barriga da perna 


¥ Dor difusa por toda a perna 


¥ Sensação de peso nas pernas 


¥ Inchaço dos tornozelos, especialmente à direita e à 
esquerda do tendão de Aquiles 


¥ Inchaço da parte inferior da perna 


¥ Coloração azulada da pele da perna 


¥ Sensação de frio na perna, associada a ligeira temperatura e pulsação acelerada. 


Importante: Os primeiros sintomas também podem ser causados, por exemplo, por veias varicosas. Mas mesmo nesses casos, deverá consultar um especialista, para esclarecimento, diagnóstico e tratamento de possíveis transtornos venosos. 


O que causa a trombose do viajante?

Os primeiros casos de embolismo pulmonar na sequência de uma „trombose do viajante“ foram descritos na década de 1950. 
Estar sentado num espaço confinado durante várias horas desacelera o fluxo sanguíneo nas veias da perna, permitindo a formação dos coágulos sanguíneos descritos acima.

Um problema insidioso: mesmo pessoas sem problemas nas veias correm risco. A “trombose do viajante” é também conhecida pela “Síndrome da Classe Econômica”. Mas o fato de se sentar em espaços confinados não é a única razão para o elevado número de casos.

Um resumo dos fatores de risco
















Fatores de risco centrais

• Falta de movimento durante várias horas.


• Sentar-se em espaços confinados com as pernas dobradas durante um longo período de tempo. Resultado: o sangue circula muito mais lentamente.

•Baixo consumo de líquidos torna o sangue mais espesso. Fatores adicionais de risco ao viajar de avião

• Baixa pressão de ar na cabine.


A baixa pressão torna o refluxo do sangue mais difícil e aumenta o fluxo de líquido para dentro do tecido.

• Baixa umidade do ar


O ar seco no avião faz o organismo secar, o que signiFIca que o sangue tende a ficar mais espesso.

Grupos de risco

Num congresso em Viena, em 2001, os especialistas acordaram, num documento de consenso, na definição de grupos de risco especiais.*

Grupo 1: Baixo risco Viajar durante várias horas numa posição sobretudo sentada, sem fatores de risco pessoais.

Grupo 2: Risco médio Viajar durante várias horas numa posição sobretudo sentada, com fatores de risco pessoais adicionais, tais como:

• Gravidez/pós-parto • Idade superior a 60 anos


• Doença cardíaca clinicamente relevante

• Família com tendência para trombose


• Veias varicosas


• Consumo de preparados hormonais

Grupo 3: Alto risco Viajar durante várias horas numa posição sobretudo sentada, com fatores de risco pessoais adicionais, tais como.


• Trombo-embolismo venoso conhecido, mesmo se ocorrido há algum tempo


• Doença grave


• Cirurgia recente com elevado risco de trombose • Imobilização de uma perna na articulação (ou seja, perna ou pé engessados)

Consequências da trombose do viajante

O fato é que: uma trombose pode ser fatal.

Se a trombose se separa da parede do vaso, pode chegar ao pulmão e bloquear partes do mesmo. Isso desencadeia um embolismo pulmonar, que frequentemente resulta em morte.

Mesmo que este pior cenário não ocorra, as tromboses podem causar queixas prolongadas, visto que a circulação está afetada para toda a vida. As tromboses podem, por exemplo, causar danos no sistema linfático e nas paredes e válvulas venosas, o que causa as veias varicosas.

Muitas das pessoas que são afetadas sofrem consequências para o resto da vida, poderão ver as suas capacidades de trabalho limitadas, podem necessitar de nova formação ou mesmo ser forçadas a reforma antecipada.

Como evitar a trombose do viajante

Os especialistas chamam a isto de profilaxia da trombose do viajante“. Resumindo, isto significa que é possível atuar para minimizar os riscos de desenvolver uma trombose do viajante. Poderá fazê-lo seguindo algumas regras simples, antes e durante a viagem.

Antes da viagem

• Não beba álcool na noite antes da viagem.


• Não tome sedativos nem soníferos antes da viagem.

• Grupo de risco 1: Compre umas meias de viagem numa loja da especialidade, que são meias concebidas especialmente para evitar a trombose do viajante, por exemplo, as medi travel.

• Grupos de risco 2 e 3: Quem corre um risco mais elevado de trombose deverá usar meias de viagem, ou meias de compressão medicinais (p. ex., mediven) no caso de haver antecedentes de doenças venosas. Antes da viagem, pode ser injetada heparina de baixo peso molecular, um fármaco que inibe a coagulação sanguínea. Consulte o seu médico, em caso de dúvidas.

Durante a viagem

• Use roupa larga e confortável.


• Não cruze as pernas enquanto estiver sentado. Isso pode parar o fluxo de sangue.


• Beba bastante: os especialistas recomendam pelo menos meio litro de água por hora.


• Durante a viagem, não beba álcool nem café, visto que estes podem também fazer o organismo perder fluídos.

• Sempre que possível faça pequenos exercícios com as pernas! Inclua pausas prolongadas para exercícios ao planejar a sua viagem de carro ou avião, pode reativar a sua circulação com alguns exercícios simples

• Levante os pés! Por vezes, é possível levantar os pés, nas viagens de carro. Aproveite essa oportunidade para aliviar o esforço das suas veias.

• Use meias de viagem (p. ex., medi travel) ou de compressão medicinal (p. ex., mediven) de forma consistente, durante toda a viagem.


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